Para a exposição Alucinações Parciais, o Instituto Tomie Ohtake ofereceu aos públicos uma programação farta que refletia sobre a proposição curatorial de se construir uma “exposição-escola”. A equipe de Ação e Pesquisa Educativa do Núcleo de Cultura e Participação desenvolveu, então, atividades alinhadas com os projetos de pesquisa em educação e arte de cada educadora e educador da equipe, denominadas Experiências em Mediação. Dessa forma, as Experiências constituíram um espaço significativo de investigação de dispositivos pedagógicos, expandindo o entendimento de mediação para muito além de visitas acompanhadas de uma educadora ou um educador. Exatamente neste contexto nasce Aprender a lentidão.
Partindo das notas de Jorge Larrosa acerca da experiência e do saber da experiência, onde argumenta sobre o fato de que, contemporaneamente, estamos cada vez mais destituídos de oportunidades significativas de experiências na vida, a proposta desse encontro visa abrir um espaço-tempo em que a desaceleração e a conscientização corporal contribuam para novas possíveis experiências de arte em espaços museológicos. Como meu corpo percebe todo o acontecimento que engloba uma visita ao museu? Como eu me percebo percebendo meu corpo imerso nesse acontecimento? Que outras possibilidades de experiência possibilitam uma relação profunda diante da obra de arte?
Trecho da proposta poético-pedagógica





© Instituto Tomie Ohtake | Fotos: Ricardo Miyada 2018
c o n e x õ e s

Martinho









